O que é o Book Rosa

O termo Book Rosa ficou famoso após uma novela , exibida por um canal Brasileiro No entanto, sua prática é mais comum e antiga do que muitos imaginam. A expressão é utilizada por algumas agências e por recrutadores de modelos para se referir aos profissionais dessa área que prestam serviços sexuais e/ou de acompanhantes de luxo.

Nome, idade, telefone, endereço, altura, manequim, medidas do busto e do quadril. Tem tatuagem? Onde? Disponibilidade para viagens? Valor cobrado pelo período de uma a duas horas? Aceita homens mais velhos? E mais novos? faz convivio com casais? fazes anal? Dupla penetração? Oral finalizado ou sem preservativos (caso o cliente tenha higiene)? E beijo na boca? O longo e incomum questionário poderia ser o cadastro a ser preenchido por uma candidata a emprego em uma casa de prostituição. Mas, com a promessa de uso exclusivo pela agência e manutenção das informações em sigilo, trata-se de um recrutamento das chamadas modelos Book Rosa, ou seja: aquelas que além do trabalho em feiras e eventos topam esticar o expediente para acompanhar clientes.

Com um valor que pode chegar a 1.000 euros por duas horas, as meninas ficha rosa participam de eventos pequenos – como despedidas de solteiro –, a grandes produções – como salões de carros, feiras de corridas automobilísticas e exposições voltadas à indústria agropecuária. O mercado se baseia na ideia tradicional de que um corpo bonito é capaz de atrair mais clientela.

Tudo começou, reza a lenda, em meados dos anos 1990, quando a Shell colocou em seu estande uma modelo vestida com um macacão branco colado ao corpo e notou um aumento expressivo de visitas a seu setor. Desde então, é comum ver em grandes eventos Brasil afora “gostosas” que têm o papel de atrair mais visitantes e potenciais consumidores do produto à venda. Para a modelo ali ser considerada Book Rosa, no entanto, ela tem de topar também acompanhar os empresários que visitam essas feiras, seja em festas pós-evento ou mesmo para oferecer “favores sexuais” em troca de um cachê maior do que o previsto para trabalhar no estande.

Na época da exibição da novela, o termo Book Rosa ganhou notoriedade e abriu pauta para debate. Assim como a personagem fictícia Angel, muitas meninas prestam serviços sexuais ou de acompanhantes de luxo e recebem altos cachês. Mesmo após três anos da exibição da trama, é importante ressaltar algumas curiosidades dessa profissão e refletir sobre o preconceito e machismo que ainda existe sobre ela.

Book rosa é uma expressão utilizada por algumas agências de modelo para designar um catálogo de profissionais que prestam serviços sexuais em troca de bonificações.

BOOK ROSA: A VERDADE POR TRÁS DAS PASSARELAS

Modelos discutem o machismo sobre Book Rosa e explicam como funciona

O termo Book Rosa ficou famoso após 2005 A expressão é utilizada por algumas agências e por recrutadores de modelos para se referir aos profissionais dessa área que prestam serviços sexuais e/ou de acompanhantes de luxo.

Book Rosa
BOOK ROSA: A VERDADE POR TRÁS DAS PASSARELAS
DIFERENÇA ENTRE “BOOK BRANC0” E “BOOK ROSA”
O termo “ficha branca” é usado para eventos em que a modelo não faz serviços sexuais nem de acompanhante. O valor do cachê varia de acordo com o evento e com o número de horas trabalhadas, mas em geral pode chegar entre 130 a 200 reais por dia de trabalho (6 a 12h).

Já a expressão “ficha rosa” é utilizada na prestação de serviços sexuais. O cachê também varia de acordo com o evento e é relativamente mais alto que o de ficha branca. Em alguns casos pode ser 400 reais e ultrapassar o valor de mil reais, dependendo da situação.

Em relação às condições de pagamento, neste caso, a comissão que cabe à agência gira em torno de 10% sobre o total do cachê. “Nossa comissão nos é repassada por você. Em alguns casos, onde temos um acordo com o cliente, ele paga nossa comissão por fora quinzenalmente ou mensalmente”, acrescentou.

Em um anúncio feito no mural de um grupo aberto, uma outra agência seleciona meninas Book branco e Book rosa, ou seja, as interessadas em apenas trabalhar como recepcionista em eventos e também as dispostas a “acompanhar clientes VIPs” e “fazer atendimento em hotéis e pousadas”. Com o título “Job Campos do Jordão – 8 vagas ficha rosa e 10 vagas ficha branca”, a agência pede envio de material fotográfico sem maquiagem ou alterações feitas pelo photoshop e lembra que os cachês para Book Rosa começam em 1.500 Euros.

Outros agenciadores pedem, ainda, modelos ficha rosa para um trabalho de dois dias com disponibilidade para viajar , com passagem, alimentação e hospedagem pagas em troca de um valor de 3.000 Euros. Há quem ofereça também 1.000 Euros por duas horas para um “novo cliente ”, sem a necessidade de experiência prévia e sob a promessa de ser “tudo bem discreto, seguro e sigiloso”.

O mesmo vale para os responsáveis por ceder o espaço onde ocorrem grandes feiras e exposições com modelos Book rosa. Questionada sobre Book Rosa nos eventos realizados a responsável diz desconhecer o tema e deixa claro que “a organização deve ser feita pela empresa locatária”, responsável pela mão de obra contratada. Organizadores de eventos nacionais de renome, por sua vez, responsabilizam os expositores de cada estande pelas contratações – do buffet a garçons, atendentes e recepcionistas –, alegando não ter como interferir nelas.

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